terça-feira, 20 de março de 2012

O centenário de vida do legendário Luíz Antônio Pimentel

Luís Antônio Pimentel, o editor da NitPress, Luiz Erthal,
o presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia, Antonio Machado, e amigos.
100 anos

Jornalista Ana Paula Campos - da Editora Eduff -, Pimentel, e a conselheira cultural e Curadora Graça Porto
Comemoração dos 100 anos

Professor, jornalista, fotógrafo entre outras,
Inúmeras vezes homenageado.
Mestre da sabedoria oriental,
Enamorando sempre sua
Niterói. Com vários livros publicados,
Tendo inúmeros artigos, poemas, trovas
E haicais. Mestre dos mestres é o
Legítimo representante da cultura brasileira.
                                               Graça Porto
Jornalistas prestam homenagem a Luís Antonio Pimentel 
nas comemorações de seu Centenário de Vida.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, através de seu presidente, o jornalista Continentino Porto e sua diretoria, homenagearam na última segunda-feira, com um almoço, no Restaurante Academia de Niterói, na Praia das Charitas, em Niterói, o professor, jornalista, fotógrafo, poeta e escritor, Luís Antonio Pimentel, pela passagem do seu 100º aniversário natalício. Pimentel que apagou as velinhas de seu bolo de aniversário, recebeu a carteira de sócio número 1, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro.
Dezenas de jornalistas e de representantes de outros segmentos comunitários se fizeram presentes à homenagem merecida a um dos maiores nomes da literatura e das artes fluminenses e do País. Pimentel é o o mais antigo jornalista em atividade no Brasil. Até hoje, escreve uma coluna diária sobre artes no Jornal A Tribuna de Niterói.
PROGRAMAÇÃO
A Sociedade Fluminense de Fotografia, sob a presidência do fotógrafo Antonio Machado, (SFF) promoveu uma conferência com a imprensa no último dia 14 (Pimentel é o único fundador vivo), e a Editora NitPress, através do seu editor, Luiz Erhal, lança no próximo dia 23, às 19 horas, no Teatro Municipal de Niterói, o livro "O Amor segundo Luís Antônio Pimentel", seguindo-se a encenação de sua peça "12 dias com Leviana", -o primeiro texto para o teatro- com apresentações, ainda, nos dias 24 e 25.
No dia 31, inaugura-se sob a direção da Curadora, Conselheira de Cultura da Câmara de lIvros e Literatura, Graça Porto, a EXPOSIÇÃO DE FOTOS "CEM VEZES PIMENTEL", na Sociedade Fluminense de Fotografia, na Rua Dr. Celestino, em Niterói. 
Presenças
Entre tantos convidados, registrei as seguintes presenças: o presidente Continentino Porto, Sérgio Caldieri (vice-presidente), o editor da NitPress, Luiz Erthal, o presidente da SFF, Antonio Machado. a conselheira de Cultura, Graça Porto, Gentil Lima (ex-presidente do Sindicato), Pinheiro Júnior e sua esposa, Inaldo Baptista (e seu neto, Daniel Carneiro), Lígia Magalhães, Marco Aurélio, Adilson Guimarães, Altair Silva, José Pereirinha, Ismar Mariano, José Marques, Oswaldo Maneschy (Secretário de Trabalho de Niterói e sua esposa, Alessandra, Tetê Bittencourt, Paulo Castro Alves, Mário de Souza, Jane Duarte, Elaine Uzeda (e sua mãe, Ely Uzeda). Vereador Renatinho do PSOL, Dra. Helena Tavares (representante da OAB-Niterói), contadora Clarice Simas, cinegrafista Maurício Guimarães.
N.R. Tive a honra de ser o Mestre de Cerimônias de tão importante acontecimento, convidado que fui pelo presidente Continentino Porto.

sábado, 17 de março de 2012

Turfe carioca perde seu maior narrador: Ernani Pires Ferreira

Ernani Pires Ferreira
foto divulgação/ Jockey Club Brasileiro
O maior narrador de corridas de cavalos no Brasil, Ernani Pires Ferreira, que por mais de 40 anos atuou no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, morreu na madrugada deste sábado, aos 77 anos de idade, no Hospital Espanhol, no Rio, onde estava internado por causa de problemas pulmonares. Ernani teve uma parada cardior-respiratória. Como jóquei, venceu 14 provas na Copa de Amadores.
Ernani Pires Ferreira, que nasceu em Pernambuco, em 1º de novembro de 1934, veio para o Rio ainda criança em cmpanhia de sua família. Conheceu o Jockey Club, quando o visitou na companhia de seu pai, que era criador de cavalos. Começou como locutor das corridas em 1966 e, em 17 de julho de 1983, entrou para o Guiness Book - o Livro dos Recordes - como autor do maior número de palavras ao microfone, com 351,6 por minuto, suplantando a marca que pertencia ao ex-presidente americano John Kennedy. 
Neste domingo, durante as corridas, será feito um minuto de silêncio, e desde ontem, as bandeiras estão à meio-pau. Seu corpo será velado no hipódromo e, sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, às 17 horas. Nas próximas corridas, um páreo será corrido em sua homenagem.

N.R. Conheci Ernani, quando "cobria" reportagens sobre o turfe. Depois, quando assistia as corridas na Gávea. Um excelente profissional e uma pessoa admirável. Que o Senhor Nosso Deus acolha a sua alma. À família enlutada, meus votos de pesar. Assueres.



sexta-feira, 16 de março de 2012

O Espetáculo Mais Triste da Terra - Mauro Ventura

A Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências (AGLAC), presidida pelo escritor Fernando Félix, reuniu na última quinta-feira, nas dependências do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (Icbeu), escritores, poetas, jornalistas, advogados e representantes de outras categorias, a fim de assistirem a uma palestra do jornalista Mauro Ventura, sobre o seu recém lançado livro, "O Espetáculo Mais Triste da Terra", no qual relata o incêndio do Grand Circus Norte Americano, em 17 de dezembro de 1961, no município de Niterói.
Na maior tragédia circense do mundo, morreram 503 pessoas (entre adultos e crianças), dados fornecidos na época pela Prefeitura de Niterói, embora haja quem garanta que esse número foi bem maior, já que dados estatísticos dão conta de que haviam 3.100 espectadores assistindo o espetáculo. Mauro Ventura (que vai completar 50 anos de idade), ainda não havia nascido, mas seu interesse foi despertado após ouvir diversos relatos sobre o fato.
Iniciou sua pesquisa, ouvindo sobreviventes e todos que participaram do acontecimento, descobrindo heróis, entre médicos e populares. Aos poucos, sua história foi tomando forma, embora ele mesmo afirme que pairam dúvidas sobre muitos aspectos, inclusive na investigação policial, quando foram apontados como os autores do crime, Dequinha, Bigode e Pardal, que acabaram condenados pelo então Juiz Jovino Machado Jordão. Há quem ache, que o incêndio poderia ter sido causado pela péssima instalação elétrica.
Durante o encontro da Aglac, Mauro respondeu perguntas, explicou todos os fatos e, disse que uma nova edição do livro poderá ser lançada, com fatos novos, já que continua pesquisando e recebendo informações. Falou sobre personagens como cirurgião plástico Ivo Pitangui, o Papa (que destinou verba financeira), a atriz italiana Gina Lolobrigida (que doou sangue), o ex-presidente João Goulart, o profeta Gentileza, o Hospital Antonio Pedro (que havia sido fechado por estudantes de medicina, por não ter condições de funcionamento), a heroína Maria Pérola e seus escoteiros e a elefanta Semba (que salvou muitas vidas).
Na mesa principal dos trabalhos, estavam o presidente da Aglac, Fernando Félix, Mauro Ventura, Josias Ávila Júnior, Edson Oliveira dos Santos, Mário Machado, Gilberto da Cunha Lopes, Marina de Oliveira Dias e esse jornalista. Entre os convidados, os escritores e poetas Oton São Paio, Gilvan Carneiro, Décio Machado e os jornalistas Edson Vianna de Mattos e José Jerônimo Sobrinho
Estava presente, ainda, a contadora Edenir Palma Gonçalves, residente no bairro Porto da Pedra, uma das sobreviventes da tragédia, que perdeu sua mãe e uma irmã.


Homenagem
No terreno em que estava montado o Grand Circus Norte-Americano, funciona hoje a Policlínica Militar do Exército (Praça do Expedicionário, 25, Niterói). Recentemente, foi inaugurado, ali, um Memorial em homenagem às vitimas do incêndio.


QUEM É
Mauro Ventura é jornalista. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1963. É repórter especial do Segundo Caderno de O Globo e assina a coluna Dois Cafés e a Conta, na Revista O Globo. Em 2008, recebeu o prêmio Esso e o prêmio Embratel pela reportagem "Tribunal do Tráfico".

N.R. Para se conhecer toda a tragédia, recomendo que leiam o livro do jornalista Mauro Ventura, "O Espetáculo Mais Triste da Terra" -Companhia das Letras -. 
E, em menor escala, nesse blog, matéria sobre o Incêndio, já que fui testemunha ocular da história.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Centenário de vida do jornalista Luís Antônio Pimentel

Com a presença de Luís Antônio Pimentel e do elenco da peça "12 dias com Leviana", a Editora Nitpress e a Sociedade Fluminense de Fotografia realizam uma conferência de imprensa na próxima quarta-feira, dia 14 de março, às 11 horas, na sede da SFF  (Rua dr. Celestino, 115, Centro, Niterói), para apresentar seus projetos voltados ao centenário do autor. 

Além da peça, que marcará o primeiro texto de Pimentel levado ao palco, com apresentações nos dias 23, 24 e 25 de março, no Teatro Municipal de Niterói, a editora está preparando o lançamento do livro O amor segundo Luís Antônio Pimentel, organizado por Luiz Augusto Erthal e Luiz Antonio Barros. A Sociedade Fluminense de Fotografia, da qual Pimentel é o único fundador vivo, também participa desses projetos, além de organizar uma exposição, com curadoria de Graça Porto, a ser aberta no dia 31 de março.

Luís Antônio Pimentel, provavelmente o mais antigo jornalista em atividade no Brasil, completa 100 anos de vida no próximo dia 29. Dividindo sua longa militância na imprensa com uma intensa produção literária, ele é hoje um dos maiores ícones da cultura fluminense, reconhecido internacionalmente por seu talento multifacetado – memorialista, poeta, fotógrafo e muito mais.

Para comemorar a data, a editora Nitpress, que tem em Pimentel o maior expoente de seu cast editorial, prepara o lançamento da antologia O amor segundo Luís Antônio Pimentel, que acontecerá no dia 23 de março, às 19 horas, no Teatro Municipal de Niterói, precedendo, no mesmo dia e local, a estreia da peça “12 dias com Leviana”, baseada em novela homônima de 1944, sendo este o primeiro texto de Pimentel levado ao palco.

Os dois eventos, praticamente simultâneos, abrem festivamente a semana do centenário de Pimentel, cujas comemorações envolvem várias atividades na cidade de Niterói, onde ele vive desde a infância, após deixar a sua Miracema, no interior fluminense. Pimentel tem sido um pioneiro em diversos aspectos e um ator/espectador da história:

-  Aos 10 anos, participa de um experimento de Roquete Pinto, que o escolhe no meio do público e lhe põe os fones aos ouvidos para testemunhar, durante a Exposição Internacional de 1922, no Rio de Janeiro, a primeira transmissão radiofônica no Brasil;
-  Nos primeiros anos da década de 30, já como jornalista, assina uma coluna diária na Gazeta de Notícias sobre os bastidores do rádio, veículo que viu/ouviu nascer. Trava contato com os grandes nomes do rádio na época – data desse período a novela 12 dias com Leviana, que narra um romance intenso vivido por um jovem poeta com uma cantora do broadcasting – e tem músicas suas gravadas (também é compositor bissexto, com parceiros como Orestes Barbosa) por Carmem Miranda, entre outros intérpretes;
-  Comunista convicto, é preso em 1936. Em 1937, fugindo da perseguição do Estado Novo, consegue uma bolsa de estudos no Japão, onde trabalha na Rádio de Tóquio e trava contato com a cultura japonesa. Torna-se o primeiro poeta brasileiro a ser traduzido e publicado no Japão, com o livro Namida no Kito(Prece em lágrima), em 1940;
- No mesmo ano, tem publicado no Brasil o primeiro livro de contos japoneses:Contos do velho Nipon, relançado pela Nitpress em 2009, pelas comemorações do centenário da imigração japonesa para o Brasil (na ocasião, Pimentel foi um dos três  brasileiros, sendo o único de origem não nipônica, homenageados pelo governo do Japão);
- Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, ele retorna, trazendo na bagagem o cânone do haicai, gênero poético oriental que ajuda a introduzir, criando uma importante escola haicaista em Niterói, onde até hoje cultiva discípulos de vida e poesia;
- Participa da organização da Sociedade Fluminense de Fotografia, da qual é hoje o único fundador vivo. Suas fotos, sobretudo os nus femininos, correm o mundo em diversas exposições internacionais;
- Membro da Academia Fluminense de Letras, entre várias outras instituições acadêmicas, publicou quase duas dezenas de livros, enfeixados em 2004 nas suas Obras Reunidas. Em 2007, um trabalho inédito veio à luz – Haicais Onomásticos, marcando o início de sua atuação na Nitpress.

Aos 100 anos, Pimentel continua produtivo. Vai todo dia de ônibus do bairro de Icaraí, onde mora, ao Centro de Niterói, levar pessoalmente sua coluna diária – “Artes Fluminenses” – para o jornal A Tribuna.



Texto do jornalista Luís Erthal, diretor da NitPress. 
Apoio na divulgação: Comunicação@Editora UFF. Jornalista Ana Paula Campos.

Joaquim de Almeida Lavoura: O MITO

Joaquim de Almeida Lavoura
foto: sãogoncaloturismo.com

Quando o assunto a ser discutido em São Gonçalo é política, forçosamente há que ser lembrado o nome de uma das maiores lideranças da cidade, o ex-prefeito Joaquim de Almeida Lavoura, que nas décadas de 50, 60 e 70, impulsionou o desenvolvimento do município, mercê de sua capacidade administrativa e honestidade no trato com a coisa pública. Chegou a ser citado pela Revista Americana Time, como um dos melhores administradores de cidades no Mundo.
Nascido no bairro Caju, no Rio de Janeiro, em 4 de abril de 1913, filho de José Marques de Almeida e de Maria Cândida de Almeida, Joaquim Lavoura de catador de lenha, trabalhador em uma fábrica de conserva de peixes, pescador e comerciante no bairro Gradim, chegou à política e elegeu-se vereador por dois mandatos: 1947/1950; 1951/1954; prefeito por três mandatos: pelo PTN (Partido Trabalhista Nacional), em 1955/1959, quando desbancou políticos tradicionais, usando como símbolos do trabalhador braçal, a pá e a picareta; 1963/1967; 1973/1975. (Faleceu em novembro de 1975, assumindo em seu lugar, o vice-prefeito Zeyr de Souza Porto). Foi também deputado estadual, em 1970, e Superintendente do Serviço de Transportes-RJ, em 1967, nomeado pelo governador Geremias de Mattos Fontes.
O político do cigarro de palha e do chapéu, mostrando seu poderio político, elegeu seus principais afilhados, do Grupo Joaquim Lavoura, como Geremias de Mattos Fontes (prefeito em 1958/1962) e Osmar Leitão Rosa (prefeito em 1966/!970). Isso sem falar em deputados federais, estaduais e vereadores.


Realizações

Lavoura, ao se eleger prefeito, ousou, retirou as linhas de bondes, alargou as passagens e promoveu os calçamentos do Porto Velho e Sete Pontes, vias principais de ligação de São Gonçalo com o município vizinho de Niterói. Era comum encontrá-lo, na direção de tratores e escavadeiras e utilizando pás.
Passou a controlar a frota de veículos da municipalidade. Comprou máquinas pesadas, retroescavadeiras, máquinas patrol e viaturas de transporte. Comprou e instalou a Usina de Asfalto e a Fábrica de Artefatos de Cimentos (manilhas e meio-fios). Construiu estradas e pontes, visando o escoamento das produções agrícola, pecuária, comercial e industrial.
Modernizou o Hospital Luiz Palmier e construiu o Pronto Socorro Infantil "Darcy Vargas". Instalou e equipou centros cirúrgicos e os laboratórios, adquirindo modernas ambulâncias. No setor de Educação, o Grupo Lavoura construiu o Colégio Municipal Presidente Castelo Branco (em 31 de março de 1970, na gestão do prefeito Osmar Leitão Rosa); Colégio Municipal Ernani Faria (Lavoura/Zeyr Porto), Centro Cultural Joaquim Lavoura (Governo Hairson Monteiro).

Políticos 


Seguindo a trajetória de do prefeito Joaquim Lavoura, podem ser citados nomes de políticos com brilhantes carreiras em São Gonçalo, como:
Geremias de Mattos Fontes - vereador, prefeito, deputado federal e governador do Estado do Rio
Osmar Leitão Rosa - vereador, prefeito e deputado federal
Hairson Monteiro dos Santos - vereador, prefeito e deputado estadual
Zeyr de Souza Porto - vereador, prefeito e deputado estadual
Josias Ávila Júnior - deputado estadual
Ayrton Rachid - vereador e deputado estadual
Antonio Maia - vice-prefeito
Oton São Paio - vereador e deputado estadual
Manoel de Lima - vereador por seis mandatos consecutivos e prefeito

N.R. Essa referência em meu blog sobre Lavoura, visa apenas lhe prestar uma modesta homenagem, já que dezenas de historiadores contaram a sua trajetória com muita categoria. Lavoura foi ainda tema de teses e de monografias na Uerj-Patronato, por parte de Marilda dos Santos Monteiro das Flores e de Edila Gômes Barreto.
Contar sua história seria muito difícil para um leigo, apenas um modesto jornalista, que se inspirou em fontes do jornalista Jorge Nunes e do advogado Evaldo Ferreira Palmar, que conviveram muito com Joaquim Lavoura.
Conheci Lavoura em 1963, quando trabalhava em um jornal carioca e me mandaram entrevistá-lo. Eu o encontrei em cima de uma reto-escavadeira no bairro Patronato, retirando lama das ruas. Surgiu uma boa amizade e depois terminei por fazer o cerimonial de sua morte, quando milhares de pessoas o acompanharam a pé, até a sua derradeira morada, no Cemitério de São Gonçalo, em seu mausoléu.
Uma boa lembrança que tenho de Lavoura, é a de quando tomávamos cafezinho na madrugada, em um bar na esquina da entrada do bairro Covanca. Depois, ele mandava seu motorista levar-me em casa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Coisas que não sabemos ou não lembramos.

Os Três Reis Magos

O Árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade
do Menino Jesús.
O Indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza
O Etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo


1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou o Túmulo de mausólo, em Éfeso)
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria

Os Sete Pecados Capitais -  enumerados no Século VI pelo Papa
Gregório Magno (540-604), tomando como referência as Cartas
de São Paulo.


1 - Gula
2 - Avareza
3 - Soberba
4 - Luxúria
5 - Preguiça
6 - Ira
7 - Inveja

As Sete Virtudes (para combater os Pecados Capitais)


1 - Temperança (gula)
2 - Generosidade (avareza)
3 - Humildade (soberba)
4 - Castidade (luxúria)
5 - Disciplina (preguiça)
6 - Paciência (ira)
7 - Caridade (inveja)

Os Sete Dias da Semana (e os Sete Planetas)

1 - Domingo (Dia do Sol)
2 - Segunda (Dia da Lua)
3 - Terça (Dia de Marte)
4 - Quarta (Dia de Mercúrio)
5 - Quinta (Dia de Júpiter)
6 - Sexta (Dia de Vênus)
7 - Sábado (Dia de Saturno)

As Sete Cores do Arco-Iris
(na mitologia grega, Iris era a mensageira da Deusa Juno)


1 - Vermelho
2 - Laranja
3 - Amarelo
4 - Verde
5 - Azul
6 - Anil
7 - Violeta

Os Doze Meses do Ano


Janeiro - Homenagem ao Deus Janos (protetor dos lares)
Fevereiro - Mês do Festival de Februália (purificação dos
               pecados) em Roma)
Março - Em homenagem a Marte, deus da guerra.
Abril - Derivado do latim Aperire (o que abre),
           possivelmente referência à primavera no hemisfério
           norte
Maio - Originário de Maia (deusa do crescimento das plantas)
Junho - Mês que homenageia Juno, protetora das mulheres
Julho -  No primeiro calendário romano, de 10 meses, era cha-
             mado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio
            Cesar.
Agosto - Inicialmente batizado de sextilis (6º mês), foi mudado em
               homenagem a  Cézar Augusto.
Setembro - Era o sétimo mês. Vem do latim septem.
Outubro - Na contagem dos romanos era o 8º mês.
Novembro - Vem do latim novem (nove).
Dezembro - Era o décimo mês.

Os Doze Apóstolos


1 -Simão Pedro
2 - Tiago (o maior)
3 - João
4 - Felipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago (o menor)
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé

Os Doze Profetas do Antigo Testamento


1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge


Lucas (Touro)
Marcos (Leão)
João (Águia)
Mateus (Anjo)

Os Quatro Elementos e os Signos

Terra - Touro - Virgem - Capricórnio
Água - Câncer - Escorpião - Peixes
Fogo - Carneiro - Leão - Sagitário
Ar - Gêmeos - Balança - Aquário

As Musas da Mitologia Grega (Ciências e Artes)


Urânia - Astronomia
Tália - Comédia
Calíope - Eloquência e Epopéia
Polimnia - Retórica)
Euterpe - Música e Poesia Lírica
Clío - História
Érato - Poesia de Amor
Terpsícore - Dança
Melpômene - Tragédia

Os Sete Sábios da Grecia Antiga


Sólon
Pítaco
Quilon
Tales de Mileto
Cleóbulo
Bias
Periandro

As Datas de Casamento


Algodão - Um Ano
Papel - Dois Anos
Trigo ou Couro - Três Anos
Flores, Frutas ou Cera - Quatro Anos
Madeira ou Ferro - Cinco Anos
Estanho ou Zinco -  Dez Anos
Cristal -  Quinze Anos
Porcelana - Vinte Anos
Prata - Vinte e Cinco Anos
Pérola - Trinta Anos
Coral - Trinta e Cinco Anos
Rubi ou Esmeralda - Quarenta Anos
Platina ou Safira - Quarenta e Cinco Anos
Ouro - Cinquenta Anos
Ametista - Cinquenta e Cinco Anos
Diamante ou Jade - Sessenta Anos
Ferro ou Safira - Sessenta e Cinco Anos
Vinho - Setenta Anos
Brilhante ou Alabastre - Setenta e Cinco Anos
Nogueira ou Carvalho = Oitenta Anos

Os Sete Anões

Dunga
Zangado
Atchin
Soneca
Mestre
Dengoso
Feliz

Cada Rei ou Imperador está representado no
jogo de cartas (baralho)

Espadas - Rei David (Israel)
Paus - Alexandre Magno (Grécia/Macedonia)
Copas - Carlos Magno (França)
Ouros - Júlio César (Roma)





segunda-feira, 5 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 08 DE MARÇO

Ao longo dos tempos, a mulher conseguiu superar todas as formas de discriminação e, conquistou o seu espaço na sociedade, nas áreas sociais, políticas e econômicas, com inteligência e determinação. Nos velhos tempos, as mulheres sempre sofreram (desde a Idade da Pedra) todos os tipos de violência, sem que tivessem qualquer direito a pleitear.
No Brasil, a sociedade machista do passado (ainda existem remanescentes) sempre classificou a mulher como a chamada "dona de casa", que tinha a obrigação de cuidar da casa, do marido e dos filhos. Devia desde cedo aprender a lavar, cozinhar. passar e bordar. Qualquer manifestação cultural lhe era proibida (vide, entre outras, a compositora Chiquinha Gonzaga). E a violência -principalmente a familiar - sempre a acompanhou.
Os tempos mudaram: a mulher se conscientizou do seu valor, e passou a conquistar direitos que há muito deveriam ser seus. Hoje, ela está presente em todos os campos da sociedade, disputando com competência todos os espaços, antes reservado só para os homens.
E, a Lei 11. 340, Maria da Penha, que leva o nome de uma mulher espancada e violentada pelo seu próprio marido, sancionada em 7 de agosto de 2006, pelo presidente Lula, conseguiu (em parte) refrear os instintos bestiais de alguns que se consideram homens, por causa de sua violência contra o sexo feminino.


ORIGEM
A origem do Dia Internacional da Mulher é atribuída erroneamente aos protestos de trabalhadoras da Fabrica Textil Shirtwaist, em Nova York, quando perderam a vida no dia 25 de arço de 1911, 130 costureiras. Ledo engano. 
A idéia de se criar uma data internacional para as mulheres surgiu na 2ª Revolução Industrial, por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Em maio de 1909, os Estados Unidos comemoraram a data pela primeira vez. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional da Mulher.


HOMENAGEM
"Que o outro saiba quando estou com medo e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que eu me preocupo com ele, e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo: "Olha estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa, o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta para cama!"
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro, entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa... uma mulher".
N.R. Pesquisando, achei essa pérola de poema, que dedico antecipadamente a todas mulheres, em seu DIA. Com muito carinho!. Assueres.