quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abrigo Cristo Redentor vai festejar 73 anos de fundação no próximo dia 21



Dia 21 de Abril - Missa às 11 horas.
Shows com: 
  • Dominguinhos do Estácio, Dunga, Noca da Portela, Eferson, Neco -Irmão de Zeca Pagodinho-, Dalton Magalha e o Conjunto“Projeto Hoje Tem Samba”.
  • Convidados especiais, além da participação da Bateria da Escola de Samba Unidos do Viradouro, e Sorteio de Brindes 
  • Acarajé da Claudinha e Churrasco: às 13:00 horas



  • Uma das mais conceituadas entidades de Assistência Social ao Idoso Carente, o Abrigo Cristo Redentor de São Gonçalo, presidido pelo empresário Hélio Abicalil, está sediado na Rua Nilo Peçanha, 320, bairro Estrela do Norte, município de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro. Foi fundado em Abril de 1939, por Raphael Levy Miranda, conhecido como "o apóstolo da assistência social no Brasil". No próximo dia 21, uma programação religiosa e social assinalará a passagem do 73º aniversário de criação.
    Especializado em cuidar de pessoas idosas carentes, hoje, o Abrigo Cristo Redentor mantém 200 residentes, entre homens e mulheres, em quatro pavilhões de construção horizontal, que recebem moradia, cinco refeições diárias, assistência à saúde, como: atendimento médico, fisioterapia, psicologia, assistência social, terapia ocupacional, nutrição, atendimento dentário e recreação. Conta com uma equipe constituída por médicos, psicólogos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, nutricionistas, dentistas e cuidadores.
    A receita para cobrir os gastos com os residentes, é oriunda de doações, dos sócios contribuintes, dos sócios cooperadores, idosos em caráter particular e um serviço de telemarketing. Recebe idosos enviados pela Fundação Leão XIII e pela Prefeitura de São Gonçalo, que ajudam nas despesas.


    Diretoria 
    Hélio Abicalil - presidente-; Josias Ávila Júnior -1º Vice-Presidente; Divaldo Cysneiros dos Santos - 2º Vice-Presidente-; Mário dos Santos -1º Tesoureiro-; José Jorge Fadel Filho -2º Tesoureiro-; Aristeu Jorge Antunes -1º Secretário-; José Guilherme Moreira da Cuna -2º Secretário-; Carlos Alberto Neves da Silva - Diretor Jurídico - Osório Sérgio de Souza Barros; Diretor de Patrimônio-; Mariana Abicalil - Diretor Superintendente-; Antonio da Costa Maia -Diretor de Assistência e Previdência-; Antonio Batista da Fonseca -Diretor de Serviço Social-.
    No Conselho Deliberativo, estão ente outros: Nilton Vieira Rodrigues (Presidente), Archimedes José Ribeiro, Carlos Marques da Silva, Danilo Mansur, Gualter Pereira Meirelles, Gustavo Carneiro Alves, Jorge Elias Abicalil Filho, Leomar Daflon, Luiz Carlos Palmier Nunes, Noé Hermano de Souza, Osmar Leitão Rosa e Waldenir Bragança.
    No Conselho Fiscal: Edgar Areias de Azevedo, Marlei Vieira Clemente e Roberto Célio de Araujo Baptista. 



    terça-feira, 10 de abril de 2012

    Junito de Souza Brandão: o Mestre da Mitologia Grega e Latina


    HOMENAGEM
    O professor e escritor Junito de Souza Brandão - 1924-1995, um dos maiores especialistas em Mitologia Grega e Latina, até hoje é referência nos meios acadêmicos e culturais brasileiros. Bacharel em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras pela Universidade do Estado da Guanabara, em 1948, cursou Arqueologia, Epigrafia e História da Grécia, na Universidade de Atenas.
    Diplomou-se, também, em Direito. Lecionou na PUC-RIO, onde foi diretor do curso de Filosofia, quando o Dr. Roberto Piragibe, criou em 1960, a cátedra de Mitologia Grega e Latina, inexistente nas universidades brasileiras.
    Lecionou por 45 anos em diversas universidades do Rio de Janeiro, como a  PUC-Rio, Gama Filho, Santa Úrsula, UERJ. Foi Imortal da Academia Brasileira de Filologia, ocupando a Cadeira 35, cujo Patrono era João Ribeiro. Pertenceu, ainda, à diversas instituições culturais.
    O professor e escritor Junito de SouzaBrandão  deixou uma vasta colaboração para os meios acadêmicos do País. Além do dicionário (Mítico Etmológico do Mito Grego} e obras didáticas, como "Latim para o Ginásio", publicou:
    • Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Petrópolis: Editora Vozes
    • Mitologia Grega, 3 volumes, Editora Vozes.
    • Os Idílios de Teócrito e as Bucólicas de Vergílio
    Traduziu para o Grego, obras como:
    • Duas Tragédias Gregas: Édipo Rei (Sófocles), Hécuba (Eurípides);
    • O Ciclope (Eurípides);
    • As Rãs;
    • As Nuvens e As Vespas (Aristófanes)

    E mais: Excertos de "Teatro Grego" - leitura on-line - UFRGS.

    Fonte: Wikipédia - A enciclopédia livre.

    N.R. Conheci o professor Junito Brandão, quando do lançamento de uma de suas obras em uma Exposição de Livros, realizada no Rio-Centro. Mais uma brilhante inteligência que perdemos. Lamentávelmente, não consegui uma fotografia sua para postar no blog.

    [

    Azis Ab´Saber: homenagem a um cientista brasileiro do mais alto valor


    O cientista Aziz Ab´Saber autografou em 2011, na PUC-Rio, exemplares
    do seu livro A Obra de Azis Ab´Saber (2010) - São Paulo. BECA
    (588 pgs) e CD, para os Acadêmicos de Geografia, do Laboratório de
    Geociências da UERJ-FFP, que é coordenado pelos Professores Doutores
    Ana Valérias Freire Alemão Bertolino e Luiz Carlos Bertolino.
    O geógrafo Azis Ab´Saber
    1924-2012





    A mídia brasileira e os meios científicos e culturais pouco falaram sobre o falecimento no último dia 16 de março de 2012, em Cotia, São Paulo, do geógrafo, sociólogo, ecólogo e professor universitário Azis Nacib Ab´Saber, uma referência em assuntos relacionados com o meio ambiente e os impactos ambientais que decorrem das atividades humanas.


    Azis, que nasceu em São Luís do Paraitinga, em 24 de outubro de 1924, morreu aos 87 anos, de uma parada cardíaca, em sua residência. 
    Cientista polivalente, foi agraciado com as mais altas honrarias científicas, em arqueologia, geologia e ecologia, entre as quais: Membro Honorário da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Grã-Cruz em Ciências da Terra pela Ordem Nacional do Mérito Científico, Prêmio Internacional de Ecologia de 1998 e Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente, 2001. Era Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, professor honorário do Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade e ex-presidente e atual Presidente de Honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 
    Filho de um mascate libanês e de uma brasileira, foi criado na roça, até que a sua família mudou-se para São Paulo, onde estudou Geografia e História, aos 17 anos, na USP. Formado, lecionou no ensino básico durante diversos anos. Depois, foi dar aulas na Universidade Pontíficia Católica e depois na Universidade de São Paulo.  
    Iniciou suas pesquisas na área de geomorfologia e logo passou a incorporar conceitos de diferentes áreas do saber. Desenvolveu centenas de pesquisas e tratados científicos, dando contribuições importantes para a ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia.
    Entre suas vastas contribuições, estão estudos que corroboram a descoberta de petróleo na porção continental na Bacia Potiguar e a coordenação da criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi. Os temas abordados incluem exaustivas classificações e levantamentos nos domínios morfoclimáticos e dos ecossistemas continentais sul-americanos, reconstituição de paleoclimas sul-americanos, estudos de planejamento urbano aerolar, pesquisas de geomorfologia climática sul-americana, elaboração de modelos explicativos para a diversidade biológica neo-tropical - Redutos Pleistocênicos - além de estudos sobre rotas de migração dos povos pré-colombianos sul-americanos. 
    Atuou também com medidas para preservação do patrimônio histórico - tombamento do Teatro Oficina) - e teorias da educação, com o fim de incluir currículos setoriais em grades de ensino regionais e nacionais.  


    Outras Honrarias


    Professor-Emérito da USP, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ, Membro da Academia Brasileira de Ciências, Membro Honorário do IEV Instituto de Estudos Valeparaibanos, Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 1999,  Prêmio XI de Agosto, concedido pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, em 2004.
    Desde 2008, o geógrafo foi homenageado, em vida, pelo Centro Integrado de Ciência e Cultura "Prof. Dr. Aziz Nacib AbSaber" de São José do Rio Preto, que leva o seu nome.
    O valor literário de sua obra também foi reconhecido. Aziz Ab'Saber recebeu três vezes o Prêmio Jabuti: duas vezes na categoria de ciências humanas e uma vez para ciências exatas.


    Obras selecionadas
    A Obra de Aziz Nacib Ab'Saber (2010), Sao Paulo, BECA (588 pp. e CD)
    Ecossistemas do Brasil
    Domínios da natureza no Brasil - potencialidades paisagísticas
    Litoral Brasileiro
    São Paulo: ensaios entreveros
    Amazônia: do discurso a práxis
    Áreas de circudesnudação periférica pós-cretácea
    A Terra Paulista
    O homem do terraço de Ximango
    Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários
    Domínios geomorfológicos da América do Sul: primeira aproximação
    O homem na América Tropical: estoques raciais em contato e conflito
    The Paleoclimate and Paleoecology of Brazilian Amazon
    Geomorfologia do Sítio Urbano de São Paulo

    A SBPC tem uma última obra inédita do geógrafo, a ser publicada: o terceiro volume da coleção Leituras Indispensáveis, com trabalhos dos primeiros geógrafos do Brasil.



    N.R. Fonte e foto: Wikipédia - a enciclopédia livre -
    Referência: Instituto Moreira Salles.


    P.S. Essa é uma modesta contribuição a um vulto ilustre de nossa Ciência. Para que a atual e futura gerações, tomem conhecimento, e lhe façam justiça.

    domingo, 8 de abril de 2012

    Palacete do Mimi - a era do romantismo em São Gonçalo

    Palacete do Mimi
    Foto: Wikipédia - a Enciclopédia Livre
    Construído entre os anos 16 e 17, pelo fazendeiro Floriano Rocha Lima, que foi financiado pelo italiano Ernesto Primo, proprietário das Fazendas Olho D`Água, Pureza e Curumim e da Padaria Estrela do Norte (que deu o nome ao bairro), um magnifico e imponente Palacete (a obra Varselhesa) surgiu cercado por vastas chácaras, onde predominavam árvores frutíferas, como mangueiras e goiabeiras, por rios (como o Omdego) e por um lago, na Colina do Boqueirão Pequeno, Estrela do Norte.
    Foi inaugurado em maio de 1917, mostrando enorme suntuosidade em todos os aposentos, como suítes e salas ornamentadas com espelhos adquiridos na Europa, cortinas de veludo com alamares, vindo da França e da Itália, tapetes persas nos assoalhos, sacada em mármore de alabastro, com corrimão dourado a ouro, além de contar com uma enorme piscina, que tinha uma passagem secreta em direção ao interior do palacete, e vice-versa, abastecida por uma enorme cisterna de água natural, de vinte toneladas, que brotava do solo. Também havia uma Capela para práticas religiosas e jardins com belas rosas vermelhas e cravos brancos.
    No dia da inauguração, começaram a chegar para o Baile, as luxuosas carruagens, trazendo os convidados. Os cavalheiros de fraque e cartola e as damas com seus vestidos brancos de cetim, voill e gorguran e sapatos na mesca cor. todos os ornamentos adquiridos no exterior. Um buffet da Confeitaria Colombo, vindo do Rio de Janeiro, oferecia as mais deliciosas iguarias e as mais refinadas bebidas. Foi um luxo só...
    Nos dias seguintes, os convidados se dividiam entre a piscina, a pescaria nos rios existentes no bairro, entre os quais, o Mondego, e a caça do pacu e outros animais, (os homens) enquanto as mulheres dedicavam-se à música e ao canto. Na realidade, naquela época já existia a chamada "boca-livre", pois Rocha Lima nada cobrava de seus hóspedes. E, durante a Guerra Mundial de 1917, a família resolveu reunir familiares e pessoas da sociedade fluminense e européia, que se constituiu em mais um grande sucesso.
    Mas, em 1920, com a queda do preço do café e a proibição do jogo no Brasil, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, Rocha Lima teve que fechar seu Cassino, contraiu muitas dívidas e na impossibilidade de saldá-las, entregou o Palacete ao seu amigo e financiador da obra, Ernesto Primo, indo para o interior do Estado a fim de cuidar de suas fazendas. Mas, antes, a família resolveu promover a festa de entrada da primavera, com o mesmo requinte anterior.
    Entre tantos convidados ilustres que frequentaram o Palacete, na época, estavam: o Dr. Américo Salvatori e sua esposa, Dona Antonieta; o milionário Vilela Corrêa Bastos; a pintora Tarsila do Amaral (expoente da era Modernista); pintor Di Cavalcanti; Ministro Graça Aranha; escritores Oswald e Mário de Andrade; Paulo Prado; jornalista Irineu Marinho (proprietário do Jornal A Noite); pintor Villa Lobos, entre tantas outras personalidades.

    Palacete de Mimi
    Em 1951, Mimi, herdeiro da Gráfica e Papelaria "Mimi", distribuidora de livros didáticos, adquiriu o Palacete  e recuperou o imóvel, passando a alugá-lo para a realização de festas de luxo, festas juninas, concursos de misses e desfiles de modas. Nos anos 51 e 52, São Gonçalo foi campeão e bi-campeão de futebol do Estado do Rio (o ex-deputado estadual Ayrton Rachid fazia parte da equipe). Mimi alugo Palacete à municipalidade para concentração dos jogadores.
    Na década de 60, o então governador Geremias de Mattos Fontes, aniversariou, e ali foi realizado um grande churrasco, ao qual compareceram políticos, jornalistas e representantes dos mais diferentes segmentos da sociedade fluminense, entre os quais, Osmar Leitão Rosa, Ayrton Rachid, Josias Ávila Júnior, ministro Mário Andreazza, coronel Jarbas Vasconcelos, jornalistas Capitão Belarmino de Mattos, Cezar Mattos, Luiz Vivas, Assuéres Barbosa.
    Veio então a decadência de Mimi, quando a polícia resolveu intensificar o combate ao jogo. Sem condições de faturamento e frente aos altos gastos de manutenção, o Palacete do Mimi praticamente acabou. Passou por diversos grupos, mas por último foi comprado por um grupo de médicos, que o abandonou. Houve a invasão por pessoas, depredação e tudo foi carregado e vendido. Da bela história da obra de arte, hoje  só restam ruínas.

    Nota do Redator: participei, ali, de concursos de misses, dancei em festas juninas, do churrasco do ex-governador Geremias de Mattos Fontes, até que tudo acabou. O que é uma pena!.
    Tenho um exemplar raríssimo do livro de Ismael de Souza Gomes, que conta toda a história, bem como uma pintura, óleo sobre tela, do pintor gonçalense Paulo Nunes.

    Fonte: "O Palacete do Mimi" - 1996 - escritor Ismael de Souza Gomes -









    sexta-feira, 6 de abril de 2012

    Clube dos Morcegos: uma época romântica que se foi...

    Na década de 60, mais precisamente entre os anos 1963 e 1967, na Praça Ararigbóia, em Niterói, reunia-se um grupo constituído por jornalistas, políticos, militares, advogados, escritores, poetas, músicos, professores, dirigentes de clubes sociais, empresários, e, representantes de outros segmentos comunitários, no horário compreendido entre às 22h e 04h da madrugada, a fim de discutir assuntos variados, trocar idéias e falar de assuntos mundanos.
    Eles vinham chegando pouco a pouco, oriundos de seus trabalhos, formando uma irmandade que cognominei de "CLUBE DOS MORCEGOS", porque tal qual aqueles mamíferos vertebrados, tinham hábitos crepusculares e noturnos, ou seja: gostavam da noite e da madrugada.
    Sempre havia um grupo presente, em qualquer dia da semana. Alguns, compareciam todas as noites, exceto aos sábados e domingos. Quando se aproximava a chamada "hora grande" (meia-noite), muitos atravessavam a Baía de Guanabara, nas barcas que faziam o percurso Niterói-Rio e vice-versa, a fim de, na Praça XV, saborearem o tradicional e famoso "Angu do Gomes". 
    Mas, também se dirigiam aos clubes sociais e recreativos e às quadras das Escolas de Samba, a fim de curtirem as suas programações. Era comum se frequentar a Leiteria Brasileira -ao lado do Cinema Odeon-, onde haviam no cardápio, sopa e risoto de frango. Alguns, iam, ainda, ao Mercado Municipal onde havia a gostosa "sopa de entulho" (repolho, carne e diversos outros legumes). Isso, na madrugada. 
    Com o passar do tempo e o advento da Revolução Militar, os encontros desapareceram. Terminou uma fase de enorme romantismo, muita amizade e solidariedade. Ali, se resolviam muitos problemas, pois o grupo era muito solidário.
    HOMENAGEM
    Quero, saudosista que sou, lembrar esse momento tão especial para mim. Quero homenagear inicialmente, aqueles que Deus chamou para perto de si, como: os jornalistas Waldemar Funnes, Hercílio Miranda, Maurício Regent, Maria Regent, Siney Corrêa, Lysiane Cunha, Milton Rocha, Osvaldo Elias de Moraes, Marlet Miriam, Rogério Coelho Neto, Ivan de Souza, Ivan Leal, Vital dos Santos, Carlos Silva,  Carlos Barcellos, Luiz Vivas, Mauro Costa; fotógrafo Délio Limoeiro; radialistas Nilton Campagnac, Manoelino Barbosa, Hélio de Oliveira, Aloysio Garcia; Delegado de Polícia Roulien Pinto Camilo; Advogado Arídio Velloso; Quirino de Oliveira (funcionário federal e vice-presidente social do Mauá e do Canto do Rio). Adalberto Beyruth (funcionário estadual, que chegou a ser presidente da Associação das Escolas de Samba de Niterói).
    Dos que ainda estão por aqui, lembro: jornalistas Antonino Marques, Tácito Tani, Jourdan Amora, Carlos Ruas, Continentino Porto, Inaldo Batista, Mário Dias, Gilson Monteiro, Adilson Guimarães, Ismar Mariano; cinegrafista Maurício Guimarães; Sérgio Marinho (músico e diretor do conjunto  Samba Show, e, diretor da UBC -SBACEM, entidades arrecadadoras de Direitos Autorais); ex-vereador Wolney Trindade; Coronel PM Armando Mário de Azevedo; Coronel PM Anivaldo de Souza Paiva.

    N.R. Quem lembrar algum outro nome, pois a memória as vezes ocasiona lapsos, envie sua colaboração.

    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    Tutancâmon ou Tutankamon - o Faraó Menino

    Tutancâmon


    • Nasceu em 1346 a.C e morreu aos 19 anos em 1327 a.C. Reinou entre 1336 a.C e 1327 a.C. Era filho e genro do Faraó Akhenaton, já que casou-se aos 9 anos de idade, com sua meia-irmã, Ankhesena, que tinha 11 anos de idade. No seu governo, mudou a capital do Egito para Memphis e fez seu povo retornar ao politeismo, que havia sido abandonado por Akenaton.
    • Tutancâmon foi o XII (e último) Faraó da XVIII Dinastia do Antigo Egito. Sua tumba foi encontrada, intacta, em 1922, na parte leste do Vale dos Reis, pelo arqueólogo Howard Carter, em uma expedição financiada pelo promotor de arte egípcia Lorde Carnovan. Foi a maior descoberta arqueológica de todos os tempos. 
    • No interior do túmulo de Tutancâmon, foi encontrado um tesouro incalculável (mais de cinco mil peças): um trono real, todo em ouro; estátuas banhadas em ouro; peças de ouro; móveis; armas, textos sagrados. Mas, o mais impressionante foi o caixão onde repousava o seu corpo mumificado: todo em ouro e, o seu rosto coberto com uma máscara mortuária de ouro. Os 4 aposentos levaram demoraram 7 anos para serem explorados totalmente.
    • Após a abertura de seu sarcófago, aventou-se a hipótese da existência de uma maldição de Tutancâmon, para aqueles que participaram das escavações, isso porque Lorde Carnovan morreu em condições misteriosas, mas Howard Carter ainda viveu até 1936.
    • Embora alguns historiadores dissessem que Tutancâmon havia sido assassinado, após uma conspiração, nada ficou provado. Exames realizados em seu corpo (inclusive DNA) por renomados cientistas, dão conta de que ele teria morrido de malária. Mas, outros afirmam que sua morte poderia ter sido ocasionada por uma tuberculose, ou em virtude de uma fratura em sua perna esquerda, sobrevindo uma infecção óssea.

    Nota do Redator: Republicado a pedido

    quarta-feira, 4 de abril de 2012

    Ana de Assis e Dilermando: uma trágica paixão!


    Uma belissima obra literária, que encarna uma realidade, é o livro do escritor Jeferson de Andrade, "Anna de Assis - História de um Trágico Amor", onde a filha de Dilermando de Assis e Anna de Assis. Judith Ribeiro de Assis, presta um depoimento esclarecedor sobre a tragédia ocorrida em 15 de agosto de 1909, na localidade denominada Piedade, subúrbio do Rio, que culminou com a morte a tiros do escritor Euclides da Cunha (autor de "Os Sertões", obra prima da literatura nacional) pelo jovem Cadete da Escola Militar do Exército, Dilermando de Assis, amante de Anna, esposa de Euclides, que aos 30 anos de idade, apaixonou-se por Dilermando, que tinha 17 anos.

    Por ter matado, em legitima defesa, um dos maiores vultos da literatura da época, Dilermando foi perseguido por todos os escritores, pela imprensa e pela sociedade, mas terminou por ser absolvido pela Justiça.
    Aconselho que vocês leiam a obra, para que façam uma análise da relação amorosa que envolveu os três e que no final, a ninguém beneficiou. Um amor que gerou um imenso drama, e que no final terminou por se extinguir, porque Dilermando de Assis após 14 anos de casamento, abandonou Anna por uma outra mulher (Marieta), com quem teve uma filha (Dirce).
    Mas, a paixão entre os dois foi arrebatadora (como sempre existem algumas, que terminam sem razões aparentes).
    Ao descobrir que era traído, Euclides da Cunha foi para matar Dilermando, feriu seu irmão Dinorah que ficou aleijado, e acabou sendo morto por Dilermando, que havia recebido antes diversos disparos. Anos depois, após ter sido absolvido pela Justiça Militar, Dilermando foi obrigado a matar a tiros, no interior de um cartório judicial, Euclides da Cunha Filho (Quidinho) que tentava vingar seu pai. Mais uma vez, Dilermando foi absolvido.
    Anna de Assis, separou-se de Dilermando ao descobrir a sua infidelidade, mudou-se para Paquetá, onde viveu com seus cinco filhos, até a sua morte, vitima de um câncer, em 12 de maio de 1951. Dilermando, que chegou ao posto de General de Exército, morreu no dia 13 de novembro de 1951, aos 63 anos de idade, vitima de derrame cerebral.
    Historiadores da época, afirmavam, que suas últimas palavras foram lembrando Saninha.
    Antes, uma das peças da tragédia, Dinorah, que foi zagueiro do Botafogo, campeão em 1910, suicidou-se, jogando-se ao mar no Rio Grande do Sul.
    O destino foi implacável com Euclides, Anna e Dilermando, que arrastaram consigo outras vitimas. O amor apaixonado de Anna e Dilermando que os conduziu a grande "Tragédia da Piedade", terminou adiante, mas certamente há que ter valido a pena.
    Em suas memórias, Anna afirmou: "só se ama uma vez na vida. Eu não errei. Eu amei".
    N.R. Judith Ribeiro de Assis em seu depoimento, mostra sua mãe, Anna de Assis, "como uma mulher excepcional, como amante, como esposa e, principalmente como mãe".
    Apesar de todos os seus problemas, Dilermando teve uma carreira brilhante no Exército e fora dele. Atingiu o posto de General de Exército, foi engenheiro, escritor e pertenceu aos quadros da Maçonaria. Foi, ainda, campeão de tiro em diversas modalidades, vencendo diversas competições nacionais.




    P.S. Republicado a pedido.